Quando dados salvam tempo e tempo salva vidas

Na saúde, o tempo é um insumo tão valioso quanto qualquer recurso financeiro. A diferença entre um atendimento oportuno e um procedimento adiado pode ser a diferença entre a recuperação e a perda de uma vida. É por isso que a gestão do tempo, traduzida em organização, rastreabilidade e eficiência, tornou-se o novo eixo da política pública em saúde no Brasil.

De acordo com a Demografia Médica no Brasil 2025, o país conta com mais de 564 mil médicos em atividade, mas essa força de trabalho continua mal distribuída: quase 60% estão concentrados nas regiões Sudeste e Sul, enquanto Norte e Nordeste seguem com vazios assistenciais. Em média, há 3,1 médicos por mil habitantes, mas o acesso real é desigual, especialmente nas especialidades cirúrgicas. O resultado é previsível: filas longas, aumento da demanda reprimida e sobrecarga nos centros cirúrgicos das capitais.

Para reduzir esse passivo, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), por meio da Portaria GM/MS nº 90, que em dois anos dobrou o orçamento de R$ 600 milhões em 2023 para R$ 1,2 bilhão em 2024, e financiou mais de 1,2 milhão de cirurgias e exames especializados. Mais recentemente, o governo federal ampliou essa lógica com o programa “Agora Tem Especialistas”, que busca descentralizar o atendimento especializado e aumentar a oferta de consultas e procedimentos fora dos grandes centros.

Essas iniciativas apontam na direção certa, mas ainda enfrentam o desafio comum de como transformar recursos e profissionais disponíveis em capacidade produtiva real. O problema, na maioria das vezes, não está na falta de estrutura física, mas na ausência de sistemas de gestão integrados que garantam previsibilidade e uso pleno da capacidade instalada.

É neste ponto que a tecnologia se torna decisiva. Plataformas de gestão cirúrgica, como a da Fin-X, aplicam inteligência operacional para organizar a jornada de ponta a ponta, do pedido à execução, da autorização ao faturamento. Isso significa eliminar etapas redundantes, digitalizar formulários, automatizar regras de negócio e disponibilizar dados em tempo real para médicos, hospitais e fontes pagadoras.

No Hospital São Lucas da PUC-RS, por exemplo, a implementação da plataforma integrada da Fin-X para gestão da jornada cirúrgica gerou ganhos expressivos de eficiência. O volume de solicitações processadas aumentou 5,6%, passando de 5.319 para 5.616. Paralelamente, o tempo médio de autorização foi reduzido de 20,27 para 18,61 dias, o que representa um avanço de 8,2% em agilidade. Também houve melhora na taxa média de sucesso das autorizações, que subiu de 83% para 87%, garantindo cerca de 40 aprovações adicionais a cada mil pedidos. Esses resultados refletiram-se em maior previsibilidade de agenda e estabilidade operacional, com menos remarcações e melhor aproveitamento das salas cirúrgicas, possibilitando o aumento de cirurgias privadas realizadas e incremento de receita para a instituição.

Mais do que processar informação, esses sistemas permitem decisões baseadas em evidências. Com dashboards que indicam tempos médios e níveis de ocupação, é possível identificar gargalos, redistribuir recursos humanos e otimizar agendas cirúrgicas de forma dinâmica. O dado, antes disperso, torna-se ferramenta de gestão. E quando os gestores têm dados confiáveis, conseguem planejar melhor, regular com eficiência e reduzir o tempo de espera que separa o diagnóstico da solução.

A experiência da Fin-X comprova que tecnologia bem aplicada não é custo: é multiplicador de capacidade. Ao digitalizar filas, integrar sistemas e garantir visibilidade das etapas cirúrgicas, a empresa permite que cada hospital, seja público, privado ou filantrópico, faça mais com o mesmo. Menos retrabalho, menos glosas, menos ociosidade.

Na prática, é simples: quando dados salvam tempo, o tempo salva vidas. E no cenário brasileiro, onde a fila cirúrgica ainda é um dos principais indicadores de desigualdade, cada minuto recuperado por meio da gestão inteligente representa o avanço coletivo de transformar eficiência em acesso e tecnologia em política pública.

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